w w w . s h a n t a l l . c o m

E não é que era uma vez…

junho 21st, 2011

Era uma vez uma menina que conheceu o maracatu e gostou muito e pediu pro Iron Man um tambor e o Iron Man voou pra Olinda e trouxe um tampor pra ela xD e agora ela não deixa mas ninguém em paz com tanto tump tump tump tum … e cadê a vírgula hein?

Vamos lá… hoje tenho que lutar contra a onda de desânimo que assola algumas pessoas e desânimo é tri contagioso… afe…

Tento desesperadamente lutar contra aquilo que, nós, changelins, chamamos de banalidade…

Todo dia, quando eu acordo, penso que, o dia de hoje tem que começar com um ” Era uma vez…” , porque realmente acredito que todo dia tem que começar pelo começo. O ontem, fica no ontem.

Minha avó, sempre dizia, que lembranças são pedras preciosas, mas que durante a jornada, pedras são pedras, não importa se preciosas ou não, elas vão pesar, e as coisas tem que serem deixadas nos seus devidos lugares.

Eu vejo todo dia, pessoas se descolorindo, deixando o melhor da sua essência desvanecer, porque a banalidade ataca por todos os lados, porque se você não lutar pra preservar seu coração puro, e sua alma limpa, vai mofar feito morangos na geladeira… morro de medo de ser um morango mofado.

Nunca me importei se iam ou não iam rir de mim. Quando quis ficar careca, cortei os cabelos, quando quis moicano, cortei, quando quis cabelo rosa pintei, quando acordei querendo cabelo azul, mudou, quando acordo com vontade de ser gato preto, saio de orelhas de gato, quando quero ser um robô, uso óculos de gort, quanto quero usar óculos de coração, uso, eu não passo vontade de nada, e o olhar dos outros não me prende, sabe porque? Porque a vida é curta demais pra que eu viva limitada, sem cor, sem paixão, sem tesão… quero uma vida mágica e bonita, que comece todo dia com um “Era uma vez… duas… ou três…” … decidi que não vou viver o lado podre das coisas, que o desanimo pode me atacar mas que eu não vou me deixar abalar, porque? Eu posso ser cabeça de bagre, mas tenho coração de leão!

Exercito o bem, mas bem que vejo a quem, pra não perder tempo.

Não ligo de perder coisas, pessoas, mas ligo de perder tempo. Odeio que me façam perder tempo. Todo o resto a gente recupera… o tempo não… ainda não tenho um Delorean. Nem as moedinhas mágicas d Richard Collier.

Porque as pessoas ligam tanto pro que os outros pensam? E nem é pro que os outros pensam, é pro que os outros vão achar que a elas parecem.

Eu não bebo, não fumo, não uso drogas, sou uma pessoa caseira, e bem tranquila. Minha casa sempre foi um lugar movimentado, exatamente porque odeio sair de casa… não permito nem que as pessoas fumem dentro da minha casa. E ainda assim, todo mundo acha que eu uso drogas, sabe porque? Porque as pessoas tem medo de ser o que elas querem ser… elas ficam se podando pra parecer ser o que querem que elas sejam, e ai, ficam desconfiguradas, desfiguradas, e infelizes… acham que eu uso drogas, porque a única explicação aceitável pra ser uma pessoa como eu sou, deve ser essa, ou drogas, ou algum tipo de patologia mental…

xD

Apenas me recuso a ser o que não quero… acho que tenho um deus que mora em mim, um a quem eu devo respeito e reverência… é esse troço mágico que mantém as coisas ordenadas, lutando contra a entropia, contra a destruição da minha quarta camada de cor… meu querer é meu poder. Tenho que respeitá-lo e colocar minha força motriz a serviço do que acho bom bonito, e decente.

Eu sou assim porque escolho, todo dia, exercer meu livre arbítrio contra a banalidade.

E assim nas calhas de roda… era uma vez uma menina que tinha que lavar roupas na mão pois sua máquina, que bem que era uma brastemp, resolveu quebrar xD

Bom dia a todos e OUSEM SER UM POUCO ALÉM DAS FRONTEIRAS DO PARECER…

E todos viveram felizes só por hoje!

O urso de pelúcia

junho 10th, 2011

O primeiro entardecer tristonho que  tive, se deu por causa de um urso, de pelúcia laranja vagabunda com uma gravata xadrez horrível, recheado mal e porcamente com bolinhas de isopor que faziam um barulho irritante.
Eu, estava em frente de casa, com um vestido amarelo pavoroso.  que ia até o meio das canelas,  um par de sandálias Ortopé, um relógio de plástico ordinário, e o urso… Ah, o maldito urso de pelúcia laranja vagabunda com uma gravata xadrez horrível.
Uma menina que estava passando se sentou ao meu lado, no degrau da área de casa onde eu me encontrava sentada, provavelmente entediada. O tédio é um fator constante e precoce em minha digníssima existêncis..
A menina que tinha cara de porquinho da índia, por causa dos incisivos finos e compridos, elogiou meu urso… aquele urso de pelúcia laranja vagabunda com uma gravata xadrez horrível, e me pediu pra pegá-lo. Eu, boazinha como já fui um dia, e mongolóide como não consigo deixar de ser… deixei!
Conversamos durante algum tempo, talvez nem tenha passado de 5 minutos, mas lembrando hoje, parece ter sido muito, muito tempo. Até que ela apontou pra onde morava, na quadra ao lado, e me pediu pra levar o urso pra casa dela, e eu? Deixei… claro!
Ela disse que no dia seguinte, às 6 horas da tarde, me traria o urso de volta. Eu disse pra ela que não sabia ver horas no meu relóginho de plástico ordinário, e ela me mostrou onde os ponteirinhos estariam quando fosse 6 horas.
Aos 5 anos de idade, 5 meses, 3 dias e 18 horas e um minuto, eu fui passada pra traz pela primeira vez na vida.
Quando os ponteiros chegaram ao devido lugar, a menina não apareceu. Nem ela, nem meu urso de pelúcia laranja vagabunda com uma gravata xadrez horrível.
Naquele instante eu percebi, que apesar da pelúcia ser vagabunda, dele ser laranja, e fazer um barulho de bolinhas de isopor irritante, sim, eu gostava dele… pelo simples fato dele ser MEU.
E pela primeira vez na vida, eu atravessei uma rua.
Andei meia quadra, cheguei a esquina, e atravessei outra rua. Fui até a casa da menina que tinha cara de porquinho da índia, sem nem me lembrar o nome dela… para buscar o meu lindo urso de pelúcia laranja.
A mãe dela me deu o urso, e a menina me acompanhou até em casa, e nos tornamos amigas…
Anos depois, em frente ao pelotão de fuzilamento… eu achei meu urso, todo carcomido, sujo, imundo… com feses de ratos, e teias de aranhas, jogado no sótão da casa da minha avó.
Tão sujo e carcomido, quanto todas as minhas lembranças de infância.
Acho que minha infância, apesar de rica em acontecimentos, era como o meu urso… laranja, vagabunda, ordinária, recheada de bolinhas de isopor que faziam um barulho irritante.


 

A história do cão mais lindo do mundo.

Numa tarde, dessas tardes comuns, como todas as tardes de domingo… eu chegava no condomínio onde moro quando um cachorrinho abandonado na pista que passa em frente, me acompanhou portaria adentro.

O porteiro não o barrou, por achar que ele, era meu, e eu pensei, que seria melhor ele da portaria pra dentro, do que na pista.

Andei, e ele andou.

Parei, e ele parou.

Corri, e ele correu.

Diminui o passo, e não é que o danado fez o mesmo.

Olhei pra ele, ele olhou pra mim.

E até chegarmos em frente à minha casa, ele me seguiu.

Abri o portão pra entrar, e quando percebi, ele tinha passado pelas minhas pernas e estava na parte de dentro, sacodindo o rabicó, como quem diz… “Posso ficar? Posso? Diz que posso?  Olha eu já estou aqui mesmo… Posso ficar? Posso? “

Peguei o cachorrinho no colo, ele era magrelo, pequeno, miúdo, baixinho, e feio. Ele era realmente desprovido de beleza. Era branquinho, e tinha uma mancha na cara que fazia ele parecer ter a cara torta, parecia o Fantasma da Ópera. Coloquei ele portão à fora, e quando estava fechando o portão, lá  estava aquela cabeça, querendo se enfiar de novo na minha casa. Empurrei a cabeça dele com o pé e fechei o portão.

Os dias se passaram, e comecei a alimentar o cachorro, do portão pra fora, pois já tinha animais demais. E todo dia ele tentava entrar, e tooooodo dia eu tinha que colocar ele pra fora da mesma maneira.

Então chegou a chuva. Aquela época de chuva, que chove e chove e chove… e o Feinho lá, do portão pra fora, Feinho era o nome dele e ele dormia debaixo de um caminhão abandonado. Resolvi colocar uma caixinha com um plástico pra ele não se molhar.

E a vida era assim, cuidar do Feinho, do lado de fora da casa.

Eu não sabia o que ele fazia durante o dia, vivia sumido. Aparecia em casa no horário de comer, e de dormir.

Ele não era meu cachorro.  Ele não era meu.

E então chegou o frio. Aquela época de frio, que faz um frio, mas um frio, um baita de um frio… e o Feinho lá, do portão pra fora, Feinho era o nome dele e ele ainda dormia debaixo do caminhão abandonado. Resolvi colocar a caixinha com um o plástico dele pra dentro da chácara, pra ele se esquentar.

E a vida era assim, cuidar do Feinho, do lado de fora da casa, e deixar ele entrar pra dormir no quentinho.

Um dia, a chuva parou, o frio passou, mas o Feinho ficou… continuou dormindo dentro de casa. Mas durante o dia deixava ele solto.

Mas no tempo sempre tem um dia, em que o tempo muda e um novo tempo se inicia.

O Feinho apareceu na porta da minha casa mal, muito mal. Levei ele ao veterinário, que disse que podia ser ataque de protozoários, muito comum em cachorros de rua. Comprei o medicamento, e fiz o tratamento, que era meio longo.

Ao terminar o tratamento, percebi que o Feinho era MEU, que se acontecesse alguma coisa com ele, eu é quem iria cuidar dele, naquele dia, ele estava ótimo, feliz, foi o dia mais feliz da vida dele, ele estava radiante, correndo muito com a lingüinha de fora, nunca vi um cachorro mais feliz, até parecia que ele sabia que tinha, finalmente, sido adotado.

Demos uma volta no condomínio, e ele estava tão feliz e bem de saúde, era o último dia de tratamento, ele nunca tinha estado tão bem, ele havia passado 45 dias sob cuidados intensivos, e finalmente não voltaria pra rua.

Naquele dia, ele deu 10 voltas correndo em volta do quiosque da área comum do condomínio, elétrico, feliz demais, hiperativo, eufórico, correndo de euforia… Eu estava andando com ele sem coleira e levando uma outra cachorra que tenho pela coleira.

Na volta pra casa, o Feinho deu uma sumidinha, foi fuçar na cerca viva da chácara do Senhor Dellamano. Como ele sempre fazia. O Senhor Dellamano era um homem muito bom, quando tinha churrasco na chácara dele, ele colocava os restinhos de carne na cerca viva, pros cachorros comerem, pedaços inteiros de salsicha.

E a vida ia ser assim, cuidar do Feinho, passear com o Feinho, ele não teria mais que insistir pra entrar, eu não teria mais que insistir pra sair,  não teria mais que segurar a cabeça dele com o pé pro lado de fora pra fechar o portão porque ele queria entrar. Ele tinha se esforçado tanto pra ser adotado, que ele mereceu ser adotado.

Numa tarde, dessas tardes comuns, como toda tarde de domingo. Não, não, me desculpem… não era uma tarde comum, era meu aniversário, e eu tinha adotado o Feinho, finalmente adotado o Feinho, a gente voltou da voltinha, e entramos em casa. Finalmente ele tinha entrado em casa pra nunca mais sair eu pensei.

De repente, ele começou a passar mal, como quem está com dor de barriga. Fez cocô, onde sempre fazia, em um cantinho da grama, o Feinho era limpinho, sempre fazia as coisinhas dele no mesmo lugar. Mas naquele dia, ele começou a andar e querer fazer mais cocô e nada saía. De repente começou a vomitar, e eu pensei em dar Plasil, entrei pra dentro de casa e peguei o Plasil pra dar à ele. Quando voltei, ele estava com contrações como se fosse cólicas, fortíssimas, pensei, que ele estivesse com dor de barriga das bravas, que devia ser por causa da suspensão do medicamento pelo término do tratamento. Então a respiração dele ficou pesada, e percebi que ele não estava respirando direito. E foi piorando, e eu desesperada, sem saber o que fazer.

E então a respiração ficou pior e pior, e eu gritando, massageando ele, sentindo o coração dele batendo sob minhas mãos… de repente, ele parou de respirar, ficou mole… molinho… mas com movimentos como se quisesse respirar… o diafragma parecia tentar inflar pulmões que não respondiam… eu chamava, chamava…. e ele não respondia. Mas ele estava vivo, ele ia voltar a respirar, o coração dele estava batendo, e ele ia ficar bom. Mas ele não voltou a respirar… e eu senti o tump tump tump tump… se tornando um tump…tump…tump…tump…tum…tump…tump…tump…tump…tump…tump…
tump…….tump………..tump…………..tump………….tum…………..
tum…………………tum……………………..tum……………………….
tum…………………………………………………
tum………………………………….
tu……………………..
tu

E a última coisa que escutei do meu Feinho, foi seu coração.

Coração que me adotou na primeira vez que me viu, que quis estar comigo desde o primeiro instante, que me seguiu, que me deu sem que eu pedisse tudo que ele podia me dar, que me deu sem eu perceber que precisava, uma amizade que eu nem merecia, ele não me pediu casa, não me pediu água, não me pediu comida, ele só queria me dar a sua companhia. Ele ficou comigo na chuva, no frio, e ele nunca desistiu de mim.

Feinho, era o cachorro mais lindo do mundo inteiro, parecia um cachorrinho de circo, fazia gracinha, dava a patinha, era carinhoso, Feinho era O CARA!

Não entendi o que aconteceu com ele naquela tarde, até olhar o vomito dele, e achar uma fatia de mortadela repleta de bolinhas pretas, e outra trouxinha de mortadela, embrulhada com fio dental, sem ter sido rompida. Caprichosamente amarrada. Abri, e achei mais bolinhas pretas dentro.

Era uma armadilha venenosa. Chumbinho…

Aquele Senhor Bondoso, o Senhor Dellamano, havia premeditadamente cativado os cachorros a comerem carne de churrasco em sua cerca viva, pra então colocar armadilhas com veneno.

Com minha ignorância, sobre como proceder em uma situação dessa, sim, eu era ignorante, eu nunca pensei ter que saber como proceder em caso de um vizinho assassinar meu cachorro, pois no meu mundo as pessoas não matam cachorro, no meu mundo as pessoas são boas e amam os animais, no meu mundo as pessoas não tem coragem de matar, no meu mundo as pessoas respeitam a vida, então porque eu haveria de ter que saber como proceder em um caso desses?

Tem pessoas que passam pela nossa vida, e nos ensinam a amar, a respeitar, a querer bem, a agir com dignidade, com retidão, tem gente que não.

Com o Sr. Dellamano eu aprendi o que jamais gostaria de ter aprendido, menos ainda no dia do meu aniversário.

Aprendi a chorar, aprendi o que é sentir um coração parando nas minhas mãos sem ter o que fazer, aprendi a revolta, aprendi a tristeza, aprendi o desespero, aprendi que existem pessoas que vão a missa, que tem família, tem filhos, tem netos, tem dinheiro, mas não valem nada! Cada um ensina o que tem pra ensinar, cada um dá de si o que tem pra dar.

O Feinho, animal irracional, andando sobre 4 patas, me deu muito mais do que outras pessoas nunca serão capazes de dar, pelo simples fato de não terem dentro de si, nem a metade dos valores que um pequeno cachorrinho tinha.

No dia do meu aniversário, eu enterrei meu cachorro.

Enterrei o MEU cachorro.

Mas fiz errado, o procedimento correto teria sido levá-lo a delegacia, feito o boletim de ocorrência, pegado todas as provas pra poder processar o Senhor que assassinou o MEU cachorro.

Sabem o que aconteceu? Ficamos de olho. O assassino do meu cachorro iria fazer de novo. E fez. Colocou as armadilhas venenosas novamente. Chamamos a polícia, e ele admitiu colocar as armadilhas, mas disse que não eram pra matar cachorro, que eram pra matar raposa, gambá.

Mas essa história não é pra falar de pessoas feias e más, mas pra falar do meu  Feinho.

Depois da morte dele, eu descobri que quando ele sumia durante o dia, ele ia passear, uns chamavam ele de Charmoso, outros de Elegante, outros de Bonitinho, outros de TimTim, outros de Alemão, outros de Bonitão, em cada casa pela qual ele passava dentro do condomínio ele tinha um nome, ele cativou muita gente, mas era pra minha casa que ele voltava todo dia, toda noite, e era na minha casa que ele queria entrar. Depois do almoço ele ia assistir TV com um senhorzinho que mora em uma das chácaras do meu condomínio, mais tarde ele ia até a portaria esperar uma menininha que chegava da escola, a quem ele acompanhava até em casa todo dia, mais a tarde ele ia até uma outra chácara, onde ele esperava um senhor que era amigo dele chegar do trabalho… estou dizendo, acreditem, o Feinho era o cara!

Aquele coração demorou pra parar, demorou tanto. A morte não dura um segundo… entre o momento em que ele começou a passar mal, até o momento em que o coração dele parou, se passaram 40 longos minutos.

Ele sofreu 40 minutos. Teve cólicas, dores abdominais terríveis, as vias aéreas dele ficaram inchadas e ele parou de respirar, porque o ar não tinha por onde entrar, e ele tentou respirar, fazia muita força pra puxar o ar, e o ar pouco a pouco, entrava cada vez menos… e ele me olhava pedindo socorro, e minha boca não era mais capaz de inflar os seus pulmões… e ele me olhou nos olhos até o último instante… e seu último instante demorou a chegar… seu coração tentou bater, e tentou desesperadamente, aquele coração não desistiu enquanto pode.

O sofrimento dele durou 40 longos minutos. Um segundo em dor, um segundo em sofrimento, demora uma eternidade pra passar, e meu cachorrinho lindo sofreu 40 minutos.

E há dois anos eu sofro sua ausência.

O Feinho, naquela tarde, dessas tardes incomuns, como nenhuma tarde de domingo devia ser… me ensinou muito cedo que às vezes na nossa  vida  já é tarde demais.

E que a gente não deve adiar o amor que pode dar. Que se a gente tem espaço, comida pra dividir e um colo pra dar… tem que ser pra já… porque se nossa vida é breve, a deles é mais breve ainda.

Amor não se adia.

TUMP TUMP TUMP

Obs.: O Feinho foi enterrado na chácara, pois se teve um ser nesse mundo que a desejou como lar, foi ele. Ele lutou até o dia em que entrou e não mais saiu. Era tudo que ele queria.  E hoje eu sou a dona da Chácara do Feinho. O Cachorro mais lindo do mundo.

Ah, tal qual Amábile, do meu conto, eu faço bonecas de pano, que penduro nas árvores de casa, e deixo elas lá… sob o sol e sob a chuva, envelhecendo, descolorindo…

Sabe, eu não lido com pessoas do mal, se a pessoa não tem olhar bom, não tem boa vontade, não me passa uma energia boa, não gosta de animais, não gosta de criança e não anda de pés descalços eu prefiro que não seja do meu convívio.

O tempo é o vento que bate na palha e separa o joio do trigo… eu não lido com o joio!

Domingo o Mestre Nilson da Bantus estava no Parque do Rio Jaú, fazendo uma intervenção com o tal do maracatu, e eu disse que eu me apaixonei pelo maracatu? Pois é…

To lendo sobre as nações, aprendend os baques, as viradas, mas ainda não tenho alfaia. Quero uma de 16″ …

Mas o que as bonecas tem a ver com o tal do maracatu? É que eu conheci a namorada do Mestre, menina de olho bom e maria-chiquinha no cabelo, e eu não tenho a menor vergonha de dizer que tem pessoas que me fazem bem conhecer, então fiz uma boneca dela pra ela.

Ontem eu estava cansada, esgotada, porque estou cuidando de uma cachora idosa, que está totalmente dependente de mim pra tudo, e como ela só me deu amor e companhia por 12 anos, é meu dever retribuir isso com os cuidados que posso. Cansa demais, me deixa à beira de um ataque de nervos. Ontem eu estava em meio ao caos, mas  CAOS com CAPS… minha casa toda desorganizada, minha cachora tinha feito xixi no chão, e quando eu estava limpando ela fez de novo… ela pede pra sair, geralmente, mas ela tem, assim como eu, medo de tempestades, e ontem aqui tava parecendo o Kansas de novo…  ai já viu, ela nem pediu pra sair, foi e fez xixi, bem onde eu estava limpando… meu celular amado com camera frontal morreu, ou seja, não vou mais tirar fotos minhas pq to sem cam =(

E em meio àquilo tudo, quando tudo tá desmoronando, e minha cabeça não aguenta mais, eu tenho que tirar algo de bom e bonitinho de algum lugar… e o único lugar bom e bonitinho naquela hora era minha cuca rachada… parei tudo… sentei, peguei paninhos, cortei e em uma hora fiz nascer uma boneca. Uma maracatu menina pra menina do menino do maracatu xD

E isto é tudo pessoal… agora tenho que dar um jeito de mandar pra ela…

xD

Toda menina devia saber fazer boneca de pano… e bolinho de chuva!

Bjuz e ateh!

^_____________^

01:53 am ¬¬

junho 2nd, 2011

Reciclando ideias, papel, e limpando os pincéis…
Escutando Helmet, serve?

….

XD

tive uma crise de pânico hoje #quemcurte ?

Proudly powered by WordPress. Theme developed by Shantall.
Copyright © w w w . s h a n t a l l . c o m. All rights reserved.