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Café expresso.

abril 29th, 2009

“Café expresso, forte, encorpado, sem açúcar, por favor”- ele odiava café solúvel.
O dia começava após a primeira dose de cafeína.

Todavia, mais um dia.

Já não suportava mais o peso da carne, a gravidade, as pessoas, os lugares, as mesmas conversas, não, ele não suportava mais.
Não suportava mais não caber em si, não suportava não poder voar, não suportava olhar as pessoas e enxergá-las como elas não eram capazes de fazer… ele queria ter nascido de olhos fechados pro mundo, não agüentava mais as vaidades, a vacuidade do ser. Não mais.
Colocou uma roupa qualquer, o mesmo par de coturnos de sempre sobre as mesmas meias de ontem, pegou a lata de tinta pra pintar a parede do studio e foi pra onde deveria ir.
Querer, ele queria mesmo ir pro meio do mato. Queria subir num pé de carambolas, e escutar aquele silencio…
Ele dizia “Escuta, minina…” e não havia nada pra escutar, e isto o agradava.
A não interferência humana.

 

One Response to “Café expresso.”

  1. phlebotomy certification

    Thank you so much for your outlook, I totally agree with you. It is excellent to see a fresh outlook on this and I appear forward to more.

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