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‘Blog’

E como vai a vida………..

julho 20th, 2014

Acho que sou neurótica kkk
É sério…  depois que acordei e passei mal algumas vezes, todo dia quando acordo já me preparo pra caso passe mal. É horrível essa sensação.
Depois que tive a embolia pulmonar, que estava sentada, me levantei e embolizei, fico achando que sempre vou ter isso. Embora esteja anticoagulada, então eu me levanto, e fico pensando em como estou me sentindo, pra ver se não está acontecendo de novo. Por estar anticoagulada, já por duas vezes ter tossido e rompido vasinho do pulmão e ter tido hemorragia, eu fico apreensiva quando tusso, ou quando espirro por medo de ter hemorragia no cérebro ou algo parecido, ou seja, fico em constante estado de alerta, e isso desgasta.

Fico cansada o tempo todo, não importa o quanto eu durma, acordo cansada.

Tem aquelas outras coisas, do tipo, odeio me atrasar, no domingo acordo muito cedo pra não ter o perigo de dormir tarde e não acordar no horário na segunda… Não sei o que é dormir até meio dia.

Acabo comendo muito e passando mal porque fico nervosa, e ai fico com uma fome imensa. Dependendo do que eu como, a fome não passa. O que mata minha fome é fruta, salada, alimentos integrais, porcaria vira um circulo vicioso sem fim.

Eu só quero relaxar…. preciso relaxar….

Preciso pensar sobre isso tudo, e entender porque isso acontece comigo.

Tem coisas que me deixam muito brava. Esse modo que as pessoas tem de serem interesseiras, falsas. Eu nunca tive que conviver com pessoas em um trabalho convencional. E percebi que nos trabalhos convencionais, as pessoas são convencionais, uma ou outra presta, a maioria é infeliz, estranha de um jeito comum, estranha aos meus olhos que sou estranha pra eles por singularidade, mas eles são estranhos todos iguais, e acham que, por se assemelharem no pior, vivem uma verdade, acreditam mesmo que não gostar de negros, de homossexuais, de pobres, de todo aquele que é diferente é algo correto, porque a maioria DELES pensa assim. Isso me irrita… e pra mim é difícil controlar essa irritação. Porque me dá vontade de falar exatamente o que eu penso, muitas vezes, tenho vontade de levantar da minha mesa, ir até a administração da prefeitura, e denunciar, na verdade me dá vontade de ir até a polícia, pois muitos dos comentários ali proferidos são CRIMINOSOS!

Quando falam de negros EU ME DECLARO NEGRA, quando falam de judeus EU ME DECLARO JUDIA, quando falam de homossexuais EU ME DECLARO GAY, quando falam de muçulmanos EU ME DECLARO MUÇULMANA, quando falam de evangélicos EU ME DECLARO CRENTE…. quando falam mal do corinthians EU ME DECLARO PALMEIRENSE kkk ai não dá né kkkk NÃO ADMITO COMPORTAMENTO DISCRIMINATÓRIO !

PAUSA PARA UM MOMENTO DE SUSTO!
Meu namorado tá assistindo LAZYTOWN!!!
Ele dá risada com o Spartacus kkkkkkkkk ai meu deus… esse é o meu mundo, não o mundo onde as pessoas são falsas, interesseiras e aquele tralalala todo umas com as outras.

Estou pensando mesmo em ir no Neuróticos Anônimos, acho que isso pode me ajudar  de alguma maneira… porque terapeuta bom aqui, não tem… e não consigo respeitar um que nunca ouviu falar de Deleuze e Guattari… complica né…

Hoje eu queria mesmo comer bolo…

Um pouco brava

julho 18th, 2014

Tem coisas que me deixam brava!
E quando vejo que algumas pessoas já adultas, acabam por estigmatizar uma criança, assim como fizeram comigo em vários aspectos, determinando com suas opiniões o que a gente é, ou parece ser sem sequer ter a intenção de investigar o PORQUE de determinada situação estar ocorrendo, sim, isso me enerva, me deixa brava.

Hoje, trabalhando com crianças, cada vez mais percebo que a gênese de qualquer que seja o problema que ela tenha ou cause, não está nela. Existe sempre um fator servindo de gatilho para tudo aquilo.

Tem uma pessoinha que dizem que se parece muito comigo, e essa pessoinha é uma pessoinha MUITO especial. E em nada ela é fútil, ou inútil. Quando você tem um universo inteiro dentro de você, tudo isso ai que você vê vai te parecer fútil e inútil, e sua relação com as COISAS vai ser exatamente como todos deveriam se relacionar com as COISAS.

COISAS SÃO PARA SEREM USADAS, COISAS NÃO SÓ SERVEM PARA O QUE SERVEM, E NADA MAIS.

Dinheiro não é problema, é solução.
Onde falta sono sobra imaginação.
Quando dizem que você é isto ou aquilo, pode crer, é apenas a ponta de um iceberg.

Então quando vejo alguém que não sabe de nada, definir, delimitar, limitar, estigmatizar e todo aquele blablabla… uma pessoinha tão imensamente especial, eu tenho vontade de berrar muito alto tudo o que queria que a pessoa ouvisse. Mas sabe, não adianta, porque é uma pessoa cuja ignorância é um elemento que se encerra em si, nem sua ignorância cresce, é uma ignorância estática, de quem se acha certo, de quem se vê perfeito, de quem acha que sabe tudo, e certo de que tudo o que sabe é o certo.

É irritante, é triste…

Eu fico brava, brava mesmo, porque quem excede os parâmetros da mesmice é estigmatizado, etiquetado, diagnosticado…

¬¬

Quando eu era pequena era maluca pra pegar catapora, acho que me esfreguei em tudo que era criança da escola que tava com catapora…
Minha mãe até me deu um conjunto de canetinhas em formato de pinos de boliche pra desenhar em mim pintinhas… ( lógico que isso resultou em bullying) kkk …


Há uns 15 dias fazendo o cadastro para o seguro desemprego de uma senhora, uma garotinha coberta de catapora espirrou em mim… na hora pensei, que nem fosse pegar nada, pois não tinha entrado em contato direto com as vesículas da pele dela… enfim, passou… Essa semana tive dores musculares HORRÍVEIS… se meu colchão não fosse uma droga nem teria ido trampar na quinta… ai.. na quinta, depois do almoço… tudo começou a doer, e a coçar, achei que fosse alguma reação alérgica…
No dia seguinte, TA-DA!!! Diagnóstico de CATAPORARARA!!!

XD

Tô com catapora-rara…
Okay, confesso, to decepcionada, esse trem dói e coça horrores… credo, como coça-çaça!

E o pior, que coça em lugares incoçáveis…
Mostrei minha pele pra uma amiga e perguntei… ” E aí? Como eu tô? ” –  e ela me respondeu – ” Tá toda fudidinha”  -  kkk  fudidinha aqui, fudidinha ali…

Eu tô bem brava com isso… pq nem é legal, é bem ruinzinho… e dói tudinho… os músculos principalmente…

“Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieto e agitado: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… ”

( eu ia escrever, mas sentou gente aqui do meu lado, e não consigo escrever coisas, com gente olhando e lendo o que eu to escrevendo… nossa odeio!  depois continuo o post )

Quando comecei com esse blog, pensei… okay, ele vai ser para as coisas boas e as coisas ruins. Era uma decisão de falar sobre todo tipo de sentimento ou coisa que me afligisse, sem essa de ficar floreando  e enfeitando o pavão. Escrever o tipo de coisa tão crua e verdadeira, que qualquer um que lesse, certamente, pensaria…. “como essa menina teve coragem de dizer isso?” …. Desde aquela época, os blogs pessoais foram ficando cada vez mais raros, a maioria das blogueiras são super cults, super mudérninhas, super cheias de polka dots e aquele lalala todo de anúncios pra lá e pra cá… Profissão: blogueira kkkkk Eu nem vou dizer que quando leio esse tipo de blog acho o meu inútil, pois acho tão inútil que nem preciso de parâmetro pra isso… É só uma menina falando de tudo que lhe desmorona sobre os ombros… ou às vezes… cabeça… kkk Vai chegar uma hora, em que não haverão mais posts…. e alguém que entrar aqui vai pensar… “ela morreu” … provavelmente quando eu morrer esse blog ainda vai ficar por um tempo kkk até que vença a anuidade… e como ninguém vai pagar, ele vai pro saco… e então, todos esses zeros e uns e outros, vão deixar de existir… Ultimamente tenho me questionado muito sobre a importância das coisas… Nada tem realmente uma importância, mas tudo bem, toda vez que eu leio a insustentável leveza do ser eu acho tudo inútil e uma grande perda de tempo… De que adianta ser densa e quente… as pessoas jamais irão nos conhecer, saber como somos… e pra que tudo isso? Pra que tanta vaidade imersa nessa vacuidade do concreto.. Quando muito ainda é pouco… entende… Quer saber, eu acho tudo um baita saco, é o que me move a fazer com que tudo seja menos sacal… e nada serve, nunca… Nada nunca está bom… Nada nunca está correto, ou ajustado, ou suficientemente bom… NÃO BASTA! Tá tudo sempre com folga… mas e daí? Sabe o que acontece comigo? Eu ando por ai, e olho pras pessoas e tem dias que eu as vejo como maravilhas milagrosas, como se existissem no topo do iceberg do tudo… criaturas tão especializadas, cheias de coisas, e tão dispensáveis. É isso, não tem realmente importância, não são absolutamente nada, são só lampejos, LAMPEJOS… E tem dias que olho para as pessoas, e vejo robôs, como se cada tipo de animal fosse uma criatura construída largada aqui… pra acontecer… e daí? Se dane.. quase nada mais importa… E eu penso assim, tudo bem, não importa mesmo, vamos fazer o que de melhor se pode fazer porque não importa… e se não importa mesmo… vai, vamo lá… vamo escolher viver bonito só por hoje. Porque as pessoas não podem apenas escolher serem boas… boas umas com as outras e pronto… é um lampejo lembra… Nada deveria importar… nada… só as sensações boas… o aproveitar esse lampejo pra sentir coisas boas e prazerosas. Lampejos…. No que eu acredito? No que eu escolho acreditar, e isso não tem absolutamente nada a ver com o fato de eu realmente achar isso real, ou verdadeiro…  é só bonito. Eu surto… ah é… assim, eu surto, eu questiono, eu quero tudo fofo, e gostoso.. e daí?

hein?

junho 7th, 2014

perfeito

junho 7th, 2014

Tudo perfeito aqui em Otávia… tudo perfeito…
Estou feliz, e aconchegada em mim.

Pronta para o próximo desafio.

Pronta… para encarar a minha nutricionista e a balança!

s2

all you need….

maio 30th, 2014

Preciso escrever, preciso pintar, preciso tirar dos sketchs todas aquelas ideias rascunhadas…
Sinto falta, solucionar isto é emergência imediata!
Não quero mais pensar no que podem pensar, nem em mais nada.
Ando querendo que todo mundo se foda!
As pessoas tentam resumir a gente o tempo todo, porque só conseguem lidar com resumos, como alunos do ensino médio que jamais lerão Dom Casmurro, jamais, mas saberão o que consideram tudo, pelo resumo…
FODAM-SE ESSES HUMANINHOS RESUMIDINHOS.
Bando de gente maldita, inútil, fraca, mergulhada em frustração e depressão.
Ando bem de saco cheio… bem de saco cheio mesmo…
Estou voltando pra minha casa, e não estou suportando ninguém que não me seja estranho lá dentro.
Às vezes você só tem que parar, respirar fundo… e mandar todo mundo à merda!
FODA-SE!
Acabo de sair de um hiato!

Pode ser depois?

maio 30th, 2014

Como tem gente filhadaputa nesse mundo…
E muitas vezes são pessoas a quem você defende, ama, gosta, admira… mas acabam se mostrando umas filhasdaputa.
Duvido que isso nunca aconteceu com você, de alguém a quem vc sempre dá a mão dizer que não pode fazer algo quando vc pede pra ela… quando vc precisa dela pra uma coisa bem simples, e ai vê que a pessoa deixou te ajudar, pra ir pra balada, pra ir beber com as mesmas pessoas a quem ele chama de filhasdaputa…
Então vc tem que parar pra pensar…
Quem está errado nisso tudo?
Penso que devo ser eu…
Eu costumo ser bem sincera e verdadeira, e quando algo me desagrada, eu deixo bem claro, bem claro mesmo.
E me afasto quando percebo que determinada pessoa se tornou um problema.
Tem gente que fica lá resolvendo os problemas, eu não, eu resolvo a pessoa.
Acho que a maioria das pessoas não gosta de pessoas como eu. Eu vejo aqui isso o tempo todo. Gente muito falsa e filha da puta ser aparentemente querida por muitas pessoas. É uma troca de falsidade sem fim.
Eu sei que, se algum dia na sua vida vc pisou na bola comigo, me deixou na mão, ou de lado, por algum motivo, pense em uma coisa… eu naum sou idiota, eu percebi, eu sei, e muito provavelmente, depois deste instante eu comecei a cagar e a andar pra você…
Ah, você não percebeu que eu cago e ando?
Deve ser pq eu te deleguei a um desprezo tão grande que nem me importei em deixar isso claro.
Outra coisa que naum entendo é esse lance das pessoas serem mais competitivas do que colaborativas.
Bom, pra mim, chega.
Acabei de aprender uma coisa.
Aprendi a NUNCA MAIS deixar minhas coisas pra ajudar alguém.
NUNCA MAIS, porque a maioria das pessoas a quem ajudei, já pisou na bola… AH, PENSA AI DIREITO, SE VC JÁ NÃO DEU UMA DESSAS COMIGO…

AGORA LATE QUE EU TO PASSANDO!

LICENÇA!

Embarcações fantasmas.

maio 28th, 2014

Ah, e então…
o dia que haveria de nunca chegar havia passado.
Aquele dia, aquele passado,
aquele futuro do passado,
passado.
Havia de chegar,
havia chegado.
Um pouco da luz de ontem,
ainda chegando aos olhos no lusco-fusco que já cobria o céu de noite.
Fruto do tempo não-concebido.
E quando chegou,
não havia ninguém esperando no porto, não havia mais ninguém.

A embarcação atracou no porto, como se fosse uma lembrança que não queria ser esquecida.
Um barco-dor-fantasma.
âncoras-garras-retráteis-de-gato – consegue entender?

As ondas mais fortes já sabidas arrebentavam/arrebentaram no casco,
- no asco-das-horas-mal-passadas -
As ondas mais fortes,  não foram capazes de movê-lo,
nem um pouco que fosse.
Nem o UM POUCO, que fosse.
Fóssil atemporal incrustado no casco-caixa-craniana.
Ondas vindas de um passado muito distante.
Chegando feito tsunami em uma praia
muitas horas depois do terremoto.
HOULÁ DA BARCA, HOULÁ, HOU!
Já não havia nada para ser destruído.
Nada que já não tivesse sido abandonado, por certo, esquecido.
Deixado para trás, atrelados feito os elos daqueles outros-eus-âncora.

A bússola desorientada, o astrolábio desorientado, o sextante desorientado.

Nenhum limite configurado no quadro fronteira.
Os limites, todos ou quaisquer, ficaram para trás, medidos, meticulosamente.
Tudo à frente é destino.
Destino é mau tempo.
E tudo do todo que vem do passado é caminho trilhado, memória sem novidade.
Inodora e insípida.

“Capitão, o corpo da embarcação jaz no fundo daquele mar.”
Daquele mar que já não é este e jamais será outro que não aquele que… foi.
“Entende, Capitão?”
O futuro chegou, passou pelas suas mãos.
Afundou. Mas a fé em um desejo prossegue acreditando em fantasmas.
Dor-fantasma.

A embarcação atracou no porto, como se fosse uma lembrança que não queria ser esquecida.

Que lembrança? Quais lembranças?
O horizonte estava claro, era uma faixa clara,
ardentemente clara, com uma tempestade negra,
contrastante, sobre o mar.
O futuro do passado, passou por nós.
Poderíamos concluir, de maneira assertiva,
que chegou a hora de abandonar o barco, e largar o timão.
Mas não há mais barco, tampouco timão.

“Capitão, nunca houve.

Nunca houve um barco, nunca houve um terremoto, nunca houve um naufrágio, nunca houve um Capitão.

Tudo
era ilha,
e mar para todos os lados.

(com cuidado, o senhor a quem chamavam de Capitão, foi encaminhado, segurado pelas mãos, até um outro aposento)

Nunca houve, um Capitão.

Fundamentalmente artista.

maio 16th, 2014

Um momento de reflexão sobre o futuro.

Spock e eu… <3

maio 16th, 2014

(kkkkkk)

Querido amigo.
Nem sei ao certo como dizer tudo o que você me pediu pra dizer, mas vou tentar ser sincera, verdadeira e contundente, como me pediu.
Eu sei que você abriu mão de muitas coisas durante sua vida, pra cumprir o seu papel,  o fez muito bem, foi um bom filho, um bom amigo, um bom irmão, profissionalmente você foi o máximo que poderia ter sido dentro da sua área, e talvez mais do que aquilo que um dia almejou, e isso, sem dúvida foi uma conquista, foi um bom namorado, um bom marido, um bom pai…
Eu sei que nesse momento da sua vida, você está questionando tudo…
Você já cresceu, já não mora mais com seus pais, já não tem a mesma importância na vida dos seus irmãos, seus filhos cresceram e saíram de casa, e então é hora de questionar-se quanto a tudo, porque a impressão é que falta aquilo que te faz falta, né?
Durante a vida, você foi assumindo as identidades sociais que lhe foram conferidas, atribuídas, impostas, e por esses e outros motivos, por vontade ou por falta de vontade, e foi deixando pra trás  o que um dia você teve de mais genuíno.
O amor romântico que fora trocado assim, assim, sem perceber, pelo amor possível… deixando que o companheirismo, o sexo e a amizade fizessem sua vez. Os sonhos mais doces e singelos, trocados pela realidade desafiadora, profissional e adequada. Hot ashes for trees, hot air for a cold breeze…
E é assim que foi acontecendo.
Não foi de todo ruim, e você sabe disso. E agora, quando chegou a hora de você pesar tudo, o que está pesando sobre seus ombros é que já não basta ter dinheiro, ter status, ter uma família perfeita, e olhar pra trás e ter cumprido o seu papel, porque todas as coisas foram ruidosas o suficiente pra encobrir o grito do seu coração, e agora, com a casa vazia, você está escutando tudo claramente. Só que o tempo passou, sim, fora feito pra isso, e as coisas e as pessoas das quais você sente falta, não estão mais à sua espera no lugar onde as deixou. É a vida, é normal, é a vida normal das pessoas normais. Por isso que jamais lhe cairia como uma luva, por isso que está sentindo, pensando, questionando… tudo.
Eu podia dizer pra você, aceite, é o seu destino. Ou aceite, são as suas escolhas.
Ou… parabéns, você cumpriu o seu papel e está tudo bem.
Mas você me pediu pra ser sincera, verdadeira e contundente.
Você fez tudo errado. Você não escolheu nada, você nem teve muita escolha, foi sempre sendo empurrado pras coisas com o movimento dos acontecimentos, se deixou levar. Amou sua esposa com o amor possível, amou seus filhos tudo o que poderia amá-los, e os deixou ir porque é esse o movimento da vida, e fez tudo isso com muita destreza. E então chegou a hora de você voltar pra casa. Voltar a existir dentro de você.
Voltar a colocar a cabeça no travesseiro e não sentir o peso dos anos que se passaram e nem a urgência dos anos que estão por vir. Isso não quer dizer que você tenha que largar sua esposa, fazer uma tatuagem, comprar uma moto e virar um easy rider…
Eu posso dizer pra que você dê valor pra tudo que tem, mais do que praquilo tudo que você deixou de ter, mas se eu te dissesse isso, não estaria sendo nem sincera e nem verdadeira.
Você tem que entender que os sonhos que deixou lá atrás, assim como todas as pessoas que fizeram seu coração disparar, que fizeram você perder o fôlego, que fizeram você perder o ar, não estão mais lá. Quais são seus sonhos de agora? Quantos dos seus primeiros sonhos ainda residem mesmo dentro de você?
Você quer ser um astro do rock? Quer ter aquela menina por quem foi apaixonado nos seus braços? Quer morar em Bogotá? Quer ter um motorhome? Quer viajar pro Panamá?
Se encontrar não é um movimento retrógrado, é um passo à frente.
O que ainda está em você? Descobrir esse cara de agora é diferente de redescobrir o cara do passado. Durma um sono leve e sem culpa. E antes de dormir, naquele instante em que ninguém foge de si mesmo, se escute. O que você berra?
Quem você quer ao seu lado nem que seja por um instante?
Algumas coisas devem ficar no campo das ideias e assim serem mantidas em estado imaculado. Inatingíveis.
Eleja-as, e respeite-as.
Outras devem ser trazidas pra realidade, e desvanecidas, como os anos que você viveu.
E o que desvaneceu deve, ainda assim, ser respeitado pelas cores novas que obteve.
Tudo muda, você também mudou, e agora aquela calça jeans e aqueles tênis all star, já não lhe servem mais.
Aqueles… mas há de ter sempre um converse te aguardando… pronto pra um novo caminho…
Qualquer coisa… berre!
Abraços.
Shan

Ensimesmando-se

maio 11th, 2014

Tento imaginar, se o que eu escrevo aqui serve pra algo, ou pra alguém que não eu.

Estou me preparando para dar um fim neste blog de uma vez por todas, e transformar este domínio em um local de trabalho. Agora, as coisas estão bem diferentes por aqui, o que me faz questionar a necessidade ou a utilidade de manter um blog pessoal.

O blog me ajuda a lembrar das coisas que já esqueci, e a esquecer as coisas que me fazem lembrar de inutilidades, futilidades e afins.

Estou tão sem tempo pra publicar meu dia-a-dia, e quando começo a escrever acabo por deixar tudo rascunhado, por considerar que isto não deve servir pra muita coisa, então, fica salvo como rascunho… e quando vou ver… já é coisa antiga demais pra ser publicada.

Mas enquanto esse blog existe, vamos lá…

Ananke

maio 11th, 2014

Nunca vejo as pessoas se questionarem ou falarem sobre o que realmente lhes aflige. Acho estranho viver em um mundo de humanos-não-humanos.

É como se todo o mundo ao meu redor fosse uma encenação. Uma realidade construída de meias verdades, como se cada um escolhesse mostrar apenas o que tem de melhor, como se só você tivesse mazelas.

Tudo é superficial. Tudo. E tudo que parece bom ou é eleito como bom é assim, superficial. Os melhores filmes, são aqueles água com açúcar, as pessoas mais legais, são aquelas que não falam nada de útil, ou não tentam ir muito fundo em você, aquelas para quem você não precisa se mostrar como é, apenas como gostaria que vissem, ou acreditassem que você é.

SERÁ QUE SÓ EU ACHO ISSO NADA DIVERTIDO, NADA INTERESSANTE, NADA VERDADEIRO?

Não que eu ache que toda conversa tem que ser densa, que todo papo tem que ser cabeça, que todo programa tem que ser nerd, mas viver nessa superficialidade é tão nada…

Ai a pessoa chega em casa, e se depara com sua realidade… bastante diferente da Sessão da Tarde que viveram da porta para fora.

Olha, eu sei que eu não sou perfeita, mas eu sou INTEIRA.

E sabe com o que eu me preocupei nesse momento, em não esquecer o que eu preciso sempre me lembrar. Que meu nome é Shantall, e que eu tenho uma história para escrever.

O resto fica, não onde deveria ficar, mas onde já ficou, à beira da estrada.

Tão eus

maio 11th, 2014

Nas ondas dos teus pensamentos
submersos sob teus cabelos confusos
reside o que de mais fascinante existe em tua figura.

A sombra desenhada pela luz dos teus olhos
não camufla tuas tempestades.

Adentra em mim insurgindo das tuas profundezas
o teu sussurro lancinante
dilacerando assim, minhas entrelinhas.
Tuas entrelinhas em mim.

Nas ondas dos teus pensamentos
submersos sob teus cabelos confusos
reside o que de mais dilacerante figura em tua existência.

Este teu eu, tão meu,
tão entrelaçado quanticamente a
este tão meu, tão teu,
eu.

Eu que, aqui me encontro,
Eu que em ti me perco.
Nessas tuas entrelinhas, tão minhas,
Que, mergulhado assim, me acerco.

Decerto,
todo errado.

Estou bem… incrivelmente bem, desde que saí daquele inferno que é a casa da dona Ivone.
Eu jamais achei que isso fosse acontecer comigo, de estar em uma situação e não perceber o quão mal aquilo estava me fazendo.

Mas isto me fez entender tanto sobre mim.

Quando eu era pequena e vivia com meus pais, quando eu ainda os tinha, eu era muito agressiva, mas depois que minha mãe faleceu, isso acabou… passou… e acho que eu jamais pensei sobre isso antes.

Quando fui morar na casa do meu namorado, porque havia colocado a chácara à venda, e não conseguia mais ficar lá longe de tudo, eu simplesmente comecei a pirar. Comecei a ficar irritada a maior parte do tempo, sem conseguir dormir direito, acordava e ficava com sono e improdutiva a maior parte do tempo, e em pouco tempo me vi exatamente como quando na infância… agressiva, curta e grossa, intolerante e muito chateada.

Também, pudera, a dona Ivone fazia tudo pra me irritar. Tudo… Eu tenho que ter dó da vida dela, eu sei, ela tem um marido que só fica no sofá, que não a abraça e nem nunca abraçou os filhos, ela mesma nunca é abraçada pelos filhos, que pra dizer a verdade nem fazem muita questão de ficar com ela, ela tem uma filha doente, e um filho que prefere ficar longe, porque acha a própria casa um inferno, e é… aquela casa é um inferno gelado, sem carinho, sem discussões, sem toque, sem vínculos afetivos.
Não consigo achar estranho que tanto eu quanto o namorado da filha dela, tenhamos abandonado aquela casa na mesma semana, com uma diferença, ele largou a filha dela lá, e eu dei a chance do filho dela sair daquele inferno.

A cada um o que lhe pertence, a ela o inferno e a mim, minha casa cheia de livros, bichos, brinquedos e sossego.

Sabe quando você percebe que uma era se passou. Pois bem, é como se por um tempo eu tivesse ficado longe da minha vida, e agora estivesse voltando de onde parei…

Dona Ivone me chamou de “desgraçada”, mas vejo que a desgraçada é ela, que vive sem a graça de Deus, que vive enfiada na igreja mas não aplica nada da sua própria doutrina na sua vida, não comemora Natal, não tem um espírito de renascimento na Páscoa, não abraça os filhos, nem comemora seus aniversários… ela é a própria desgraça da vida dos filhos. Ela desgraça a vida de todos. Mas a minha não, porque eu não deixo, porque eu tenho um deus que não mora na igreja, ele mora em mim, está em mim, e anda comigo de mãos dadas. E com muita graça. porque minha vida é muito engraçada, diferente da dela, que só chora.

Mas o que quero mesmo é falar sobre o mecanismo da agressividade.

Em mim funciona da seguinte maneira. Eu tenho muita energia, pra escrever, pra criar, pra estudar. E me vi em uma situação na qual não podia fazer nada. Tinha que ficar o dia todo na rua, pra não ter que ficar fazendo absolutamente nada naquele quarto limitado e cheio de nada. Uma síntese do que é a vida daquela mulher ignorante.

Sabe o que é você tentar dormir e não conseguir? Acordar e perceber que a pessoa faz tudo pra te irritar, pois bem, ela conseguiu.

E essa irritação toda se reverteu em agressividade, e progressivamente eu descontei, dia após dia, no meu namorado, porque o considerava culpado por aquela situação, e era. No dia em que eu tive a oportunidade de acabar com aquilo, foi o que eu fiz, peguei minhas coisas e vim pra minha casa, mesmo sem que ela estivesse terminada.

Meu namorado largou a mãe e veio junto. E aposto que a filha dela também teria ido com o namorado se ele a quisesse com ele, mas coitada, ela tomou o maior pé na bunda do universo. Por causa da mãe, é lógico. Talvez um dia ela saiba o que ocorreu e o porquê dele ter abandonado ela kkkk eu é que não vou dizer.

Enfim, minha agressividade é explosiva, acontece quando sou colocada numa situação continuada de poda, de não produção, de falta de silêncio, de falta de sossego.

Eu gosto de acordar com música, de dormir com música, de estudar em silêncio, de ler sem gente falando, sem roupa sendo lavada, sem ser interrompida, eu gosto de vida, e não de sobrevida.

Hoje eu acordo dando graças a Deus por cada dia fora de uma UTI, hoje eu me sinto obrigada a me respeitar, a não me vilipendiar por causa dos outros, a não criar problemas pra mim.

Faz dois meses que estou em casa, e agora é que estou perdendo essa agressividade. Que estou começando a não me sentir mais como um elástico esticado e tenso.

Estou voltando a mim, como tivesse passado um longo e doloroso período em um reality show bizarro, em uma casa gelada onde viviam 4 pessoas que moravam sozinhas. É um ambiente muito estranho.

Mas também muito parecido com a minha casa na infância, onde na verdade, todos morávamos sozinhos em uma mesma casa, cada um em seu quarto vivendo em frente ao seu televisor.

Aquela menina que se irritava com absolutamente tudo veio à tona. Me olhou nos olhos, como se fosse a Samara Morgan saída de um poço que eu já nem me lembrava que existia. Mas isso foi ótimo, quando eu compreendi que era algo que eu precisava trabalhar dentro de mim.

Entendi o contexto no qual estive inserida por alguns anos, nos meus anos de formação, e entendi que aquilo me fez muito mal, mas também me fez muito bem, pois startou dentro de mim a vontade de escrever, de ler, de me refugiar nos livros e não nas drogas, como qualquer pessoa comum e mediana faria. Nunca me dei ao lugar comum.

Sabe aquele momento em que você tem que se encarar no seu pior? Foi o momento… sentir aquela raiva toda o tempo todo, aceitar aquela raiva como sendo genuína, como sendo uma reação humana, e tão natural. Entender o que eu precisava pra me livrar daquilo, e o mais doloroso, perceber que a lâmina fria da banalidade havia me ferido de maneira quase mortal.

Senti o ar inflando meus pulmões de novo. E de novo era hora de escolher respirar mais e mais fundo e trilhar o caminho mais difícil. Aquele com o qual eu ainda não aprendi a lidar, aquele onde as coisas são conseguidas de maneira progressiva, lenta, e trabalhosa. Aquele caminho onde as coisas não acontecem no tempo em que eu quero, mas no tempo das coisas, e eu tenho que seguir os passos, um a um. Degrau por degrau…

Eu sou tão acelerada, e essa coisa gradual me cansa tanto.

Sou dada a processos intensivos, acho que porque sou um pouco compulsiva.

Pintando com café

abril 16th, 2014

Believe in me
Help me believe in anything
‘Cause I wanna be someone who believes
Yeah…

Histórias de pescador

abril 6th, 2014

Sabe essa história de navegação… enfrentei uma tempestade de 18 meses… ondas gigantes, muito vento, chuva muito forte, raios, e estrondos terríveis… mas se fosse apenas isso tudo bem…   o grande problema foram os leviatãs, as lulas, polvos e serpentes gigantes!

Pobre daquele que embarcado espera um porto seguro, já disse isso antes, de frente para o pelotão de fuzilamento… ” para isto, não serve”… a maré aqui parece tranquila, porque estamos agora em alto mar, e está tudo calmo, tudo entrando de novo nos eixos… nem preciso do sestante pra saber onde estou…  sei onde eu não estou e isto parece confortante. Parece.

O problema em guiar-se pelas estrelas é ter a péssima mania de desenhá-las nos dedos dos pés.
Estou no trabalho agora, e esse trabalho não exige muito de mim, na verdade me exige paciência. Paciência para lidar com seres tão terrenos. Quando se está em alto mar, há tanto tempo assim, embora agora  mar seja o da tranquilidade, e a vista  do oceano seja longínqua e azulada…. fica muito difícil ter paciência com pessoas que ainda não enxergam absolutamente nada, e acham, e acreditam, que a abóbada celeste é exatamente o que se parece.

Ah, essas pessoas que se guiam apenas pelo que conseguem enxergar, pelo que se permitem enxergar… AHOY!

O auge é o primeiro passo.

O máximo é tão mediano.

O cúmulo é “se encerrar em si”.

AHOY!

Estou no trabalho, e meu trabalho é escrever, escrever sobre o que vejo, e como vejo, sobre o que sinto e como sinto… e essa brisa marítima que sinto agora me traz lembranças de outras  eras.

Ainda ontem estávamos falando sobre como amarrar nossos cadarços, sobre o aroma do café que emanava naquela rua íngreme e que digladiava tão honrosamente com o fedor do rio que atravessa e nomeia aquela-esta cidadela. Hoje estamos aqui, colando snapshots de monstros marinhos no diário de bordo.

Mas o que isso tem a ver com essa história toda que não é sobre navegação?

E eu sei lá… não que eu me importe……………………

Ontem um cara viu meu “Destrua este diário” E achou um absurdo, e me disse que era uma coisa “nada a ver”  ficar destruindo livros.

Ai eu fiquei putanesca da vidanesca, e ele disse que adora minhas obras, como alguém que odeia quem canibaliza livros, pode gostar da minha arte de canibalizá-los?

E outra, se essa opinião tivesse vindo de alguém que ao menos tivesse um contato mais íntimo com qualquer tipo de literatura eu até entenderia. Mas um cara que vive bêbado nos botecos da vida, que escreve ” tuderradu” não há de ter sua opinião considerada, né?

Enfim, eu acho e estranho e até mesmo desconfio de qualquer um que não leia. Até a Lili, minha melhor amiga, que tem dislexia lê, tudutortu, e é o máximo quando ela troca as palavras, mas lê, se informa, forma suas opiniões e é uma formadora de opinião por isto…

Quando você estiver em meio às pessoas normais, perceberá que muitas delas tem o mesmo pensamento tacanho, enquanto você tem um pensamento diferente, então se expõe seu pensamento, por mais correto que ele esteja,  por mais abrangente que ele seja, quando dois ou mais se juntam com o mesmo pensamento tacanho aquele tomará a força de uma grande verdade.

É incrível como os imbecis ganham em número, empatam em gênero e estão cada vez mais em um grau superlativo!

Enfim, isso foi ontem, e o tempo passou.

Agora estou mais preocupada em ficar aqui preguicentinha…

UNDER DESTRUCTION

O menino do Fusca Azul

abril 4th, 2014

O texto abaixo foi escrito de sopetão, e não será editado!

Houve uma época, aqui, nessa pequena e pacata cidade do interior chamada Jahu, em que os jovens, a moçada, a molecada, a galera ou seja lá qual for o nome que queira dar, se reunia no cruzamento das ruas Tenente Lopes e Amaral Gurgel.
O point era o Bar do Bibo, pra quem curtia beber e comer o melhor kibe da cidade, nunca houve e nem haverá um kibe tão bom quanto aquele. Na esquina da Papelaria Floret ficava o pessoal que curtia carros, é doce lembrar do sons dos motores v8 ecoando dali, se fechar meus olhos ainda posso ver aquela fileira de Dodges Charge RT estacionados ali, tinha para todos os gostos, Charges e Darts e outras delícias. A turma do pessoal que curtia motos, e lógico, as menininhas que curtiam os menininhos que curtiam moto, ficavam todos empoleirados na esquina do Banco Real… conhecidos como A Turma do Real, eram, disparados, os mais malucos e arruaceiros do centro da cidade, os mais divertidos também! Aquela turma era frequentada pelos meninos da Vital, equipe de Wheeling, que deixou saudades. Na esquina do que um dia foi a sorveteria Bruno’s, até a frente da Telesp, ficavam as patricinhas, os mauricinhos, os yupies, e qualquer outro nome ou classificação que se queira dar para a moçadinha que estudava em escola particular e não parecia muito afim de se misturar. Mentira, tudo que uma menina dali queria era se misturar com os meninos das outras esquinas.

Alheio a essas turmas, havia um Fusca Azul, um Fusca Azul com um menino lindo que passava sempre por ali, o menino do Fusca Azul era o menino mais lindo que passava por ali, como alguém podia ser tão bonito, tão popular, tão enturmado, tão paquerado por todas as meninas e ainda ser educado, gentil, simpático, era muita perfeição pra um menino só! E como ele era engraçado, de riso fácil e prestativo.

Ainda me lembro quando o conheci. Ainda muito novinho, repetente da quinta série, já era lindo, sempre foi, a beleza daquela pele branquinha, daqueles olhos que quando riam se fechavam, daquele sorriso lindo e fácil, como era fácil arrancar-lhe um sorriso.  E como ele nos arrancava um sorriso com qualquer coisa que fizesse, e mesmo calado, era tão lindo, que nem precisava fazer nada para que nos pegássemos rindo só de olhar. Na escola, todos os meninos levados eram odiados pelas professoras, ele não, como alguém podia ser bagunceiro e ser adorado pelas professoras, era educação, a educação e a gentileza que o faziam bonito por fora e por dentro. Era um palhaço!

Toda menina daquela época certamente foi apaixonada por ele. Era impossível não achá-lo o cara mais legal. E como era bonzinho, era tão boa pessoa que posso dizer porque presenciei, ele dar o próprio moletom para um senhor que passava frio na rua, e disse que explicaria pra mãe que perdeu a blusa. Não, ele não perdeu a blusa, ele tinha dado mais que uma blusa, ele tinha dado um exemplo. E comovente! Naquele dia pedi pra que meu pai comprasse um tênis Nike igual ao meu, que era bem caro na época, pra poder presenteá-lo, e uma camiseta.

Meu pai gostava muito do pai dele, eram conhecidos, e sabendo do porquê, meu pai nem hesitou. Ele não queria aceitar, mas insisti e disse que ele havia merecido pela atitude.

Eu nem sei quantas vezes ele me deu carona pra ir às festas na Chácara do Munir Quevedo, ou pra ver o Stado de Shock tocar, ou pra ver o Skilo sem Grilo, o Iron Maiden Cover, Matahari, shows no Lions Clube, caronas pra subir no Bar do João Guerino, e depois subir pro Bar do Segantin, nem sei dizer quantas vezes ele se preocupou em saber se teríamos como voltar dos lugares e ficou um pouco mais só pra não deixar que eu e minhas amigas voltássemos sozinhas. E tudo isso, sempre sem o menor interesse. Sem segundas intenções.

Educado, sempre muito educado, às vezes, por debaixo daquela descontração toda, parecia um pouco tímido, e era bonito de se ver também.

Eu não consigo ter uma lembrança que não seja boa quando me recordo dele.

Amarildo, o menino do Fusca Azul, foi embora ontem, e estou começando a entender o porquê da cor azul ser considerada tão triste. É uma tristeza azul, lânguida, um pensamento de braveza também nos vem, por parecer uma injustiça, alguém ir tão novo, tão cedo.

Minha mãe, que foi embora muito cedo também, dizia pra gente que a morte não é o fim, é algo que fica pelo meio, que é a porta de ir e vir, e em uma crença absoluta na nossa condição de consciência eterna, ela dizia que quando uma pessoa morre, as que ficam deveriam perceber que o caminho continua, e que a energia flui, que a consciência transcende, que a evolução é assim. Minha mãe teve que aceitar a morte de um filho de três anos de idade. E embora ela nunca falasse sobre isso, um dia eu li, no meio de um livro de Allan Kardec, uma carta onde ela escreveu em um pedaço de papel de embrulhar pão, assim:

“Vai filho, aprendi que veio para ficar pouco porque pouco precisava ficar”.

Talvez seja isso, talvez algumas dessas pessoas tenham que passar por pouco pra passarem pra série seguinte da evolução espiritual. E percebi que minha mãe havia, apesar de toda a dor, entendido que por mais antinatural que fosse perder um filho, que Deus é assim, ele chama quem ele quer por perto, ele chama quem já está preparado pra não precisar mais viver por aqui. A vida segue, triste pra quem fica, mas minha mãe dizia que a gente não pode ficar triste, porque a pessoa do outro lado fica triste também, e ela tem que seguir o caminho dela, porque quando formos pra lá, elas estarão preparadas pra nos receber, como as mães nos recebem nos braços e no coração quando chegamos aqui.

Lógico que é revoltante pensar que, por um erro no atendimento de Pronto Socorro, uma vida se perdeu assim, tão assim… assim…  desnecessariamente assim…

E agora, José?

Que a partida precoce do menino lindo do Fusca Azul, sirva pra que o pronto atendimento de todas as unidades de saúde seja revisto, pra que as pessoas que ficam na triagem não considerem uma dor abdominal apenas uma dorzinha de barriga, que os médicos de plantão peçam exames que possam detectar o que pior possa ser, que errem por excesso de zelo e não por falta de  procedimentos investigativos para diagnosticar de maneira eficaz a gravidade de um quadro.

Sei que a saúde está doente e não é apenas aqui em nossa cidade, sei também que Jahu recebe no Pronto Socorro pessoas das cidades vizinhas, e digo isso porque já fiquei muito na fila esperando por atendimento porque havia chegado um microônibus de alguma cidade vizinha. Será que a Santa Casa está recebendo toda atenção que precisa dos poderes públicos em todas as instâncias? Será que não precisamos lutar pra que a Nossa Santa Casa fique cada vez melhor e apta pra nos atender, e se ela tem que atender toda população da região então que a população do entorno também lute pra que deem atenção e VERBA pra Nossa Santa Casa.

O que eu sei, é nenhum médico quer perder um paciente, nenhum pai quer perder um filho, nenhum irmão quer perder um irmão, nenhuma esposa, marido… mas estamos perdendo nossos amados para a falta de zelo com a saúde pública.

Passei por uma situação muito parecida com a que o menino lindo do Fusca Azul passou, também fui pra UTI, também tomei muitos antibióticos, lutando contra uma sepse de 90%, tive uma embolia pulmonar, sim, tive sorte… e todos os cuidados necessários quando a situação estava no limite e então foi diagnosticada, mas podia não estar aqui pra contar a história. Assim como podia não ter passado pelo que passei de pior se tivessem considerado a gravidade da situação assim que cheguei ao hospital pela primeira vez com uma gripe muito forte e uma laringite brutal, sem conseguir respirar direito, e com muita febre.

Todo mundo se manifesta contra, mas nunca vi as pessoas se manifestarem em prol de algo com a mesma veemência, porque não se vai às ruas pedindo melhores condições de trabalho para os médicos e enfermeiros? Porque não se sai às ruas pedindo mais verba pra as entidades que prestam serviços de saúde.

A saúde é Pública, mas não é gratuita, os tributos que pagamos são comparados aos de primeiro mundo, mas não ganhamos como cidadãos de primeiro mundo, e não temos ao nosso dispor serviços de primeiro mundo.

Querem SAÚDE de qualidade? Instrumentalizem as unidades, capacitem os médicos e enfermeiros, e valorizem todos os profissionais envolvidos, desde a pessoa da limpeza, porque limpeza em um hospital é imprescindível …

Ficamos, com o perdão da palavra, PUTOS da vida, sim, ficamos, mas não temos que lutar CONTRA A SAÚDE, e sim PELA SAÚDE.  Assim como temos que lutar pela EDUCAÇÃO, pela SEGURANÇA, e por tudo aquilo pelo qual pagamos muito caro e é de nosso direito!

Esse não é um texto escrito com a intenção de demonstrar revolta, ou tristeza, é um texto pra dizer, AMARILDO, menino lindo do Fusca Azul, vá em paz, siga seu caminho de luz, de evolução. Família, parabéns por terem colocado no mundo um menino com tantos predicados, que por mais triste  e apertado que nosso coração fique com essa passagem, o que fica mais ainda, e o que ficará é o sorriso fácil do menino lindo, educado, gentil, carinhoso, e que, de fato só podia conquistar a todos.

Obrigada, por poder ter muitas histórias engraçadas pra contar, por ter tantas conversas boas pra lembrar sentados no degrau do Grossi quando ia falar com seu pai, obrigada, porque é raro uma pessoa passar pela nossa vida, e não nos deixar uma lembrança ruim sequer.

A adolescência passa rápido, as pessoas passam rápido pelas nossas vidas, algumas marcam, outras, bom, as outras não importam… Saudades, e gratidão eternas!

Simples assim…

março 28th, 2014


… bata suas asas para longe delas…

Sobre a falsidade

março 28th, 2014

Vamos falar sobre a falsidade então…
Eu jamais imaginei que tivesse que lidar com pessoas falsas… às vezes você tem que lidar com pessoas muito diferentes de você, cujos valores pouco ou nada valem…
As pessoas normais… e infelizmente falamos da maioria da população… no funcionalismo público me parece que a coisa é ainda pior… me parece… posso estar enganada e torço pra isso.
Tem uma coisa que eu morro de medo, de me acomodar em algum concurso, e ficar como essas pessoas que estão há 200 anos na mesma função…  não saíram do lugar, não cresceram nem profissionalmente e nem como pessoa, e o máximo que vão conseguir é um dia, com muita boa vontade de alguém um cargo comissionado, que também será temporário e jamais conquistado por mérito próprio.
Sinceramente? Eu tenho dó de pessoas assim. Eu tenho uma vida foda, eu faço um monte de coisas, frequento lugares, pessoas e ideias legais… tenho amigos legais,  exerço várias funções diferentes… mas essas pessoas estão institucionalizadas, elas viraram mobília dentro do serviço público…  pessoas assim acabam por ser assim em tudo… se mantém casados porque é pra ser assim, dormem sempre do mesmo lado da cama, acordam sempre do mesmo jeito, sentem coisas conflitantes, gostariam de estar beijando outras bocas, andando por outros caminhos… experimentando outras coisas, mas estão sempre fazendo as messssssmas coisas…  é pra ter dó, não é???
Eu tenho…
Gente assim parece que tem a vida toda encrencada, parece que as engrenagens não andam… parece que tem sempre alguma coisa as impedindo de irem pra frente… gente que vive cheia de probleminhas e pequenas infelicidades que no final das contas viram uma bola de neve, aliás, bola de bosta… kkkk
Gente falsa é complicado… elas realmente acham que estão enganando os outros, mas enganam apenas a si mesmos, e a meia dúzia de idiotas que o cercam, tão interesseiros quantos…  conquistam pequenas coisas, pois é esta a parte que lhes convém… a pequena parte de tudo que é pequeno… pois eles são pequenos… apenas seus narizes costumam ser grandes…   mas suas máscaras costumam ser pequenas demais para escondê-los.
E assim nas calhas de rodas, essas pessoas se completam… porque existem pela metade, esse é o quinhão que lhes é rente.

Ensimesmaçãosemmesmice…

março 28th, 2014

Ufa…
Finalmente a vida tá entrando nos eixos, o que significa estar ficando tudo do avesso de novo.
Eu não sei bem onde tudo vai dar, enquanto isso, vou me dando a isto ou aquilo.

Essa é a Malela… Malelamalelinhamaleluschkamalelona … gostei dela… a gente tá se conhecendo agora, porque vivemos separadas desde a sua adoção… então todo dia agora eu fico cheia de pelo amarelo…  nem ligo… pelo não é sujeira..  pelo de gente sim kkk dispenso… éca…

Malela é cheia das ideias erradas… ela fica full time em cima do urso ( eu tbm tenho um urso que tem um nome que ninguém sabe =P ) e fica lá só de olho no movimento… louquinha pra sair…

o mais preocupante é que essa ideia errada dela de querer explorar o mundo além parede tá virando epidemia!

Quanta bobagem… =D

Já falei da Mixuruca? A Mixu é minha gata preta que mora na gaveta…
Minha gatapetadusubacubrancudacabeçacarecaduzoiumalelodunaligopikininho
Amo, ela me morde, me arranha me deixa marcada, cheia de vergão, mas eu entendo, ela tem amor que mata em estado bruto… <3

A Malela é um trocinho… fica comigo o tempo todo e tem xilikinhos… eu fico morrendo de saudade do Malelo, quando vejo ela andando pela casa… aquelas costas amarelinhas… aquele rabinho listradinho… é tão doce essa presença amarelinha e peluda pela casa…

Fiz um porta-chaves pra sala… com uma janela que peguei em uma caçamba…
Lili e eu somos demais ^^

Ainda bem que minha vida voltou ao normal… ainda bem… ainda bem que tá ficando tuuuudo de ponta cabeça de novo….   Sabe que eu tenho dó da minha cunhadinha, coitada, ela nem sabe quanta culpa a mãe dela teve no término do namoro dela… bom, cada um com seus cada uns né…

Protegido: Eis que…

março 22nd, 2014

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Sobre sua alma e a minha…

março 22nd, 2014

Sobre sua alma e a minha eu posso dizer das risadas que demos, das coisas que enfrentamos, das vezes que mesmo longe sua testa esteve colada à minha enquanto pensávamos juntos os mesmos pensamentos…

Sobre sua alma e a minha posso dizer dos medos que tivemos, das coragens que inventamos do tanto de vida que vivemos, e dos momentos que estivemos entre a vida e a morte.

Ah, que sorte ter sua alma e a minha assim, tão rentes.

Sobre sua alma e a minha posso dizer dos beijos escondidos, dos beijos declarados, dos beijos que nem demos ainda…

Sobre sua alma e a minha, posso dizer das horas incontáveis que te esperei, das horas incomensuráveis que esprememos entre as engrenagens dos relógios pra ficar mais e mais um pouco assim, juntos…

Da sua alma e da minha, eu posso dizer das mãos dadas, e de tudo o que se dá e não se tem de volta, não se solta, não, nunca….

Da sua alma e da minha, eu posso dizer tudo, sem dizer nada.

Da sua alma e da minha eu posso dizer onde começa e onde termina.

Mas do que amor que tenho, não posso dizer nada, vai ter que entender de outra forma.

Sobre infernos e quartinhos…

março 14th, 2014

Sobrevivi ao longo inverno, àquele inverno aos quais os changelins são expostos vez ou outra, e lutei contra a lâmina fria da banalidade, em um embate que percebo que teria sido mais fácil enfrentar o Balrog com uma pistola de água.

Estive durante algum tempo fora de casa, e eu não fiquei bem durante esse tempo.
Minha ex-futura sogra não é uma má pessoa, mas ela vive em um inferno particular, e isso se estende para a vida das pessoas que as rodeiam… olhando de fora, você verá uma filha que vive trancada em seu quartinho deitada em sua cama,  um homem que vive trancado em sua salinha sentado em seu sofá, e um menino que namora uma menina que abriu todas as suas portas e janelas… e então, ele não consegue mais viver em um quartinho…  e ela, que vive separando a todos…    um pai que não abraça seus filhos… um marido que não pega na mão da esposa, dois irmãos que são filhos únicos dessa mãe que mais parece solteira…   tentem me imaginar em um ambiente desse. De fora você pode pensar que cada um ali tem um problema, de dentro você perceberá que o problema é ela.  É ELA.
Não por coincidência, tanto eu quanto o namorado da minha cunhadinha saímos de lá na mesma semana…  é insuportável.
Eu estava vivendo no meu limite… estava explodindo à toa, irritada, cansada, dolorida, DOENTE…
Ela deixa a todos doente.. ela é doente…  vive em um ambiente doente, que ela mesma criou…  e mantém ele assim, porque é confortável pra ela…
Ela quase me deixou louca.
Quando eu era criança, era muito agressiva, muito brava… muito irritada… e eu percebi que essas características não são minhas, eram do ambiente doente em que eu vivia, onde meus pais não tinham um casamento sadio, e todo mundo sofria muito. Eu entendo a todos que precisam viver trancados em seus quartinhos, em seus mundinhos particulares.
Nos últimos 6 meses me senti assim.

No limite, esticada como um elástico pronto pra arrebentar. E arrebentei!
Por causa de uma fatia de peito de peru.
Faço faculdade a noite, o que não me deixa tempo pra jantar, pois saio às 5h e tenho que estar às 6h lá…
Meu namorado devia ter ido ao mercado pra comprar frios pra mim, e não foi, fiquei brava, e já estava saindo pra ir pra facul quando ela se intrometeu…  Ai larguei dele na frente dela, e disse pra que ela ficasse com os dois filhos lá, encalhados, porque ela conseguia estragar com o namoro de todo mundo…
Ninguém a suporta… ninguém suporta aquela casa, aquele ambiente… ela vai acabar sozinha vivendo seu inferno particular…
Peguei minhas coisas, e fui pra casa…  mesmo com ela ainda em reforma…
Meu cunhadinho também saiu de lá…  eu entendo o que ele sente…
Não dá… ela é doente demais pra que consigamos conviver com isso.

O filho dela também resolveu sair de casa… e não pretende voltar…

Agora meu humor está voltando a ser o MEU HUMOR…

Nunca me senti tão fora de mim, tão não-eu. Isso, eu estava um não-eu, um eu que não conseguia existir… um eu que estava no automático… e eu não sou assim. Eu não estava me reconhecendo. Berrava o tempo todo, estressada o tempo todo, me sentindo doente o tempo todo.

CHEGA.
Essas coisas não me pertencem e eu não as aceito. Não as quero pra mim… porque não são minhas, eu não as criei, são cria daquela mulher que criou aquele inferno pra si própria, tive que devolver tudo à ela. Ela que ore bastante por si própria, e que consiga enxergar o mal que faz aos filhos.

Agora ela já faz parte do passado, que passou, que passou por mim… mas aquela vida é o presente dela, o futuro da filha… e não quero e não vou compartilhar disso… o que posso fazer é dar todo apoio pra que o filho dela não volte para aquele inferno, inferno que ele decretou como também não sendo dele, pois ele conheceu uma vida bem melhor e mais plena, ampla, livre e autônoma fora daquele quartinho….

Eu tenho uma casa inteira, cachorros, gatos, piscina, brinquedos, plantas, livros, discos….. que mal cabem na minha casa…  minha alma é gorda e não cabe em um quartinho…

Agora é hora de ter saúde, de recuperar a sanidade mental… o equilíbrio… a felicidade que me é pertinente… e claro, as roupas cheias de pelo.

xD

De volta pra casa…………

No final do mês passarei uns 4 ou 5 dias em Sampa…  com um monte de coisas pra fazer…
Sampa sempre me deixa um pouco chateada… e sempre que faço algo que um dia esperei fazer lá com outra pessoa fico chateada…
Teve um dia, não sei se mês passado ou retrasado… memória ruim…  que fui a um restaurante japa ( ruinzinho, até fiquei com nojo do oshibori )… e dei uma boeada medonha…  mas nem tinha como dizer que era o lugar errado com a pessoa errada.
O bode fenomenal se deu porque acho que queria estar sentada com aquele lá que não deve ser nomeado, o mesmo desde 1988.. ahan… aquele lá.. o Dr. Gori…
Acho que era com ele que queria estar jantando, e falando bobagem, e rindo… coisa que não tava conseguindo com aquela companhia… mas tudo bem…
Final do mês estarei lá de novo, e de novo vou encontrar com pessoas, e sair por lá, e de novo vou dar aquela bodeada básica…  vou tentar me preparar pra isso…
Cada lugar que eu olho daquela cidade me afeta…  e me agonia…
E não tem coisa pior do que fazer com uma pessoa qualquer o que vc sonhou estar fazendo com outra pessoa… por mais bobo e inocente que seja… era pra estar comendo porcarias com outra pessoa, e falando bobagem com outra pessoa… em qualquer lugar que não houvesse drosophila plastificada com a oshibori… éca

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