Além do ponto de partida,
o medo de perder-se coloria
com tons entre o azul tímido e o grená ardente
o horizonte sem memória eternizado em profecia.
Além do ponto de partida
era o medo de arrepender-se que a mim bipartia
com palavras entrecortadas, profundas agonias
com a não-lucidez que já não ecoava e jamais ecoaria.
Além do ponto de partida
era o som dos rangeres de dentes que se ouvia
sorrisos aflitos e carcomidos
carne saudosa de outro porto de onde outrora partira.
E, num sussurrar histérico e insensato
toda verdade fora exilada,
olhares sussurrados, surrados,
inundados de suor e escárnio.
Remissivo, Remissivo…
Muito além, agora, do ponto de partida.