
A língua se esvai em silêncio,
estorpor,
confusão mental,
interceptação de pensamento.
Desdobramento lento.
Irreal.
A ausência do discurso no poeta
não é vazio,
não é déficit,
não é afasico,
não é anártrico.
É,
pérola xipófaga.
De articulação labial entrecortada.
Labial.
Entre cortada.
Pelo beijo fala o poeta.
Realejo = fala poética.
E a língua, se esvai!
Em silêncio.
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E, desde esse momento que a alma não seja, todavia, uma estranha ávida por colher primeiras impressões para alimentar seu espirito faminto…..
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Whoa! dear don’t hit the moon
No, dear, not yet, but soon
( pra alguém, uai)
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não basta suporte
impassível insuficiente
falta que faz essa dor espessa
de urgência eminente
não basta o suporte
o peso dos pensamentos eclode em fístulas de demência
a pele não limita o ego
o envolve com superficialidade
e ousa não entender
o invólucro da alma não é a carne,
é a arte.
o suporte, não basta!
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Vasta desordem
caminhos, tortuosos e dissociados
mente desermada.
Soluços dissonantes
surtos, constates e decodificados
existência descoisificada.
Nestes dias, o princípio da incerteza tempera o destempero.
O relógio de plástico barato marca horas que não condizem com o tempo decorrido.
O que é ordem? O que é disciplina?
Três vezes ao dia, duas colheres de albumina?
Quem é o leão que pasta?
E quem pode fugir da desgraça de não conseguir mais distinguir o azul do verde musgo?
E quem se importa?
O caminho é tortuoso e dissociado, o eco que ouço é um grito que jamais será dado.
Mas o que incomoda, mesmo, é o relógio de plástico barato.
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A língua que falo,
a língua que beijo,
o queijo que gosto,
o rosto que vejo,
não dizem nada sobre mim.
A língua e o falo,
a língua e o beijo,
o queijo e o gosto,
o rosto que vejo,
dizem espelho sobre mim.
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enquanto
encanto
canto
engaiolada
sangro
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