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‘poesia’

Sem perceber

novembro 26th, 2012
De tanto olhar
e ver,
medir, sem mais compreender,
parou de enxergar.
Começou a perder.
Porque ao tocar
Com a ponta dos dedos
Sem mais estar perto para pegar,
Afastou.
Sem perceber… sem perceber

Poesia Mutista Acinética

dezembro 29th, 2010


A língua se esvai em silêncio,
estorpor,
confusão mental,
interceptação de pensamento.

Desdobramento lento.
Irreal.

A ausência do discurso no poeta
não é vazio,
não é déficit,
não é afasico,
não é anártrico.
É,
pérola xipófaga.
De articulação labial entrecortada.
Labial.
Entre cortada.

Pelo beijo fala o poeta.
Realejo = fala poética.

E a língua, se esvai!
Em silêncio. 

Hungry like the wolf

junho 4th, 2010

E, desde esse momento que a alma não seja, todavia, uma estranha ávida por colher primeiras impressões para alimentar seu espirito faminto…..

Alegoria do inesperado

junho 4th, 2010

 

Going up, all on, Goodbye!

junho 2nd, 2010

Whoa! dear don’t hit the moon
No, dear, not yet, but soon

 

( pra alguém, uai)

 

obs.:

antineoplásico

maio 3rd, 2010

não basta suporte
impassível insuficiente
falta que faz essa dor espessa
de urgência eminente

não basta o suporte
o peso dos pensamentos eclode em fístulas de demência
a pele não limita o ego
o envolve com superficialidade

e ousa não entender
o invólucro da alma não é a carne,
é a arte.
o suporte, não basta!

Dissociado dissonante.

maio 3rd, 2010

Vasta desordem
caminhos, tortuosos e dissociados
mente desermada.

Soluços dissonantes
surtos, constates e decodificados
existência descoisificada.

Nestes dias, o princípio da incerteza tempera o destempero.

O relógio de plástico barato marca horas que não condizem com o tempo decorrido.

O que é ordem? O que é disciplina?
Três vezes ao dia, duas colheres de albumina?

Quem é o leão que pasta?
E quem pode fugir da desgraça de não conseguir mais distinguir o azul do verde musgo?
E quem se importa?

O caminho é tortuoso e dissociado, o eco que ouço é um grito que jamais será dado.

Mas o que incomoda, mesmo, é o relógio de plástico barato.

Ousa

abril 29th, 2010

falar
sem
calar

o
outro

amar
sem
prender

um
pouco

berrar
sem ficar
rouco

casar
sem morrer
oco

Falo de mim

abril 29th, 2010

A língua que falo,
a língua que beijo,
o queijo que gosto,
o rosto que vejo,
não dizem nada sobre mim.

A língua e o falo,
a língua e o beijo,
o queijo e o gosto,
o rosto que vejo,
dizem espelho sobre mim.

Engaiolada.

abril 29th, 2010

enquanto
encanto
canto
engaiolada
sangro

Allegro com fermezza

abril 29th, 2010


Masturbação mental inefável e compulsiva:
Quando, tentar esquecer é igual a se lembrar.

Indissoubilis.

Inenarrável

abril 29th, 2010
você existe inerradicável
em mim num âmbito em que só a razão persiste
infecciosa, e irrefutável

você existe inescrutável
em mim num ângulo em que só a visão resiste
inafável e inimpugnável

você existe inescusável
em mim
de maneira inevitável
inegável
indiscutível
inelidível
ineludível
inestancável

você reside inestilhaçável
em mim
num sentimento, instante espaço sem tempo
impermeável
inestimável
inexaminável
inexigível
indeterminável

você existe em mim
odiosamente inexorável

eu existo em você
odiosamente inexpiável

existimos
de modo inexplanável
inexplicável
inexprimível
inexpressável
inexterminável
inextirpável
inestinguivel

infactível? não sei…
mas certamente inextricável

in extremis … inesquecível

Negatividade irônica

abril 29th, 2010

Singularidade recorrente

abril 29th, 2010

Nanotecnofagia

abril 29th, 2010

Protegido: Cáustica

abril 28th, 2010

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